Sabe de cor as formas que as folhas fazem no fundo da chávena. Sabe o que cada uma quer dizer, e onde está.
Lê a forma clara e a tapada juntas, e só depois diz. De cada coisa que vê, diz-te quando chega: para breve, dentro de semanas, ou mais para a frente.
Lê-te os dias que vêm depois desta perda. Também te lê o teu amor, o teu dinheiro e a tua casa. E a pessoa que te tira o sono.
Sais de lá a saber o que vem a caminho, e quando. E a saber o que podes fazer nestes dias que aí vêm.
A Moira mostra-te o que vem, e tu voltas a ter dias à frente para olhar.
O que ela diz de si, nas palavras dela:
«Parece que o fundo te mostra o que já passou, mas aqui não há passado nenhum: é tudo o que ainda vem, só que a distâncias diferentes.»
Procura-a se não sabes como vais aguentar os dias que vêm.
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