Ele sabe de cor o que cada imagem de sonho costuma trazer. O rato, a casa, a comida, o buraco na parede. E sabe que o rato muda de sentido conforme o lugar e o que ele roía.
Com o pedaço que você lembra, ele já trabalha. Ele não pede o resto. De cada imagem, ele chega a uma coisa concreta da sua semana: uma conversa, uma conta, uma pessoa.
Ele diz para você onde esse rato está roendo. No seu amor, no seu dinheiro, na sua casa. Pode ser a pessoa que te tira o sono, ou a conta que você não abre.
Você sai de lá sabendo qual é a coisa pequena. E sabendo o que fazer com ela nesta semana.
Ele mostra o que está roendo, e o barulho para.
O que ele diz de si, nas palavras dele:
«Parece que o sonho fala de outro lugar, mas ele fala do dia que você teve e não contou para ninguém.»
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