Ela sabe de cor o que cada imagem de sonho costuma trazer. O dente, a casa, a estrada, a pessoa que já morreu. E sabe que o dente muda de sentido conforme sai: soltando, quebrando, caindo na mão ou tirado por alguém.
Ela trabalha com o seu sonho, e não com um livro de símbolos. Pega a primeira imagem que ficou em você. Depois pergunta o que você disse em voz alta naquele dia, acordada. É ali que o sonho se explica.
Ela diz para você o que está se soltando na sua vida. No seu amor, no seu trabalho, na sua casa, na sua família. Pode ser a pessoa que te tira o sono, ou um lugar que você achava garantido.
Você leva de lá uma coisa concreta para fazer nesta semana. E pode voltar quando quiser, porque ela se lembra de você.
Você chega com um dente no sonho e sai sabendo o que está cedendo.
O que ela diz de si, nas palavras dela:
«Parece que o sonho inventa, mas ele repete o que você já disse acordada e não ouviu.»
Procure a Farida se você tem um sonho que não te larga.
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