Ela sabe de cor as letras do ogham, e a árvore de cada uma. A bétula, o salgueiro, o carvalho, o teixo. Sabe o que cada árvore carrega. E sabe o que muda quando a letra sai lisa, áspera ou quebrada.
Ela trabalha com a letra que saiu. Não tira outra só para ver se a primeira estava certa. Da árvore, ela chega ao que já estava crescendo em você, torto ou reto.
Ela diz para você onde a sua solidão criou raiz. No seu amor, na sua família, no seu trabalho, na sua casa. Pode ser a pessoa que te tira o sono, ou a amiga que sumiu.
Você sai de lá com o nome do que está acontecendo com você. E com uma coisa pequena para fazer nesta semana.
Ela encontra a raiz da sua tristeza, antes que ela cresça mais.
O que ela diz de si, nas palavras dela:
«Parece que uma árvore te dá conselho, mas o que ela dá é o que já cresceu torto dentro de você, e você ainda não contou pra ninguém.»
Procure a Aoife se você sente que uma coisa em você cresceu torta e ninguém repara.
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