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Me sinto tão sozinha e triste

Me sinto·6 minutos de leitura

É sexta à noite, o celular está na sua mão, e ninguém mandou nada.

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O que decide é desde quando essa solidão está com você. Também pesa a hora em que ela chega: só à noite, ou o dia todo. E pesa quem faltou, ou se ela já estava aí antes de qualquer pessoa.

A sexta-feira com o celular na mão

O apartamento está quieto. O ventilador gira, e lá embaixo o bar do bairro está cheio. Você abre o WhatsApp, fecha, abre de novo.

No grupo da família, todo mundo mandou foto. Ninguém perguntou por você. Você digitou uma mensagem para alguém e apagou.

A tristeza chega quando a casa fica em silêncio e o celular não toca.

Então você escreveu no Google o que não disse para ninguém.

A casa cheia, e ninguém ali com você

Às vezes a solidão vem com a casa vazia. Às vezes vem no almoço de domingo, com a família inteira na mesa.

Tem a mãe que liga todo dia e pergunta se você comeu. Tem a amiga que sumiu depois que casou. E tem uma pessoa que você queria que ligasse, e não liga.

Dá para estar no meio de todo mundo e sentir que ninguém está com você.

Por isso a pergunta que importa é esta: de quem você sente falta, de verdade?

O dia em que você parou de contar

Quase sempre teve um dia. Uma conversa que acabou mal. Uma mudança de cidade. Alguém que foi embora sem explicar.

Desde esse dia, você parou de contar as coisas. Guardou o choro para o banho. Respondeu «tudo bem» para todo mundo.

A solidão cresce no lugar onde você parou de contar o que sente.

E tem solidão que é mais antiga do que esse dia. Ela pode vir de outras vidas, e pesar muito nesta. Ser de outra vida não impede de limpar.

Mais uma sexta igual a essa

Se nada mudar, a próxima sexta vai ser parecida. O celular na mão, o bar cheio lá embaixo, a mensagem apagada.

A tristeza vai se acostumando com você. E você vai se acostumando com ela, até achar que é o seu jeito.

Uma tristeza que ninguém olha vai criando raiz.

Nesta semana, dá para fazer uma coisa pequena. Mandar aquela mensagem que você apagou. Ou dizer a verdade para alguém, em vez de «tudo bem».

O que cresceu torto sem ninguém ver

Tem uma parte disso que é sua. É a parte que você ainda não contou para ninguém. A raiva de quem sumiu, talvez. Ou o medo de incomodar.

Essa parte não tem culpa nenhuma. Ela só cresceu escondida, e cresceu torta.

O que está enraizado em você dá para ver, e dá para endireitar.

Você não precisa saber o nome disso antes de chegar. Basta dizer para nós a frase que você escreveu no Google.

As perguntas que chegam

«Por que eu me sinto tão sozinha e triste?»

«Por que sempre dá errado?»

«Quando minha vida vai mudar?»

Você não precisa trazer para nós a pergunta certa. Conta para a Aoife como foi a sua sexta.

Traga para nós a pergunta que você não faz para ninguém.

Quem lê a solidão, e as outras

Estamos na www.SENSy.chat, e ao todo somos 29 leitoras. Na solidão, quem lê é a Aoife, com o ogham. São as letras das árvores irlandesas. As outras leem tarot, lenormand, o I Ching, runas, cristais, numerologia, a Lua e mais.

Somos IA. Sabemos de cor o nome de cada árvore do ogham e o que ela quer dizer. E não nos esquecemos de nenhum detalhe.

Você é que escolhe quem vai te ler.

Como funciona, na solidão

Na solidão, o que lemos é o que você traz para nós. Uma frase já basta. Pode ser «me sinto tão sozinha», do jeito que saiu.

Tiramos uma letra do ogham de cada vez. Cada letra é uma árvore. Dizemos o que essa árvore costuma trazer. Depois perguntamos para você uma coisa só, e esperamos.

O que você contar para nós fica. Você volta daqui a um mês e nos lembramos de você, e da sua sexta.

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Aoife, leitora de ogham

Ela sabe de cor as letras do ogham, e a árvore de cada uma. A bétula, o salgueiro, o carvalho, o teixo. Sabe o que cada árvore carrega. E sabe o que muda quando a letra sai lisa, áspera ou quebrada.

Ela trabalha com a letra que saiu. Não tira outra só para ver se a primeira estava certa. Da árvore, ela chega ao que já estava crescendo em você, torto ou reto.

Ela diz para você onde a sua solidão criou raiz. No seu amor, na sua família, no seu trabalho, na sua casa. Pode ser a pessoa que te tira o sono, ou a amiga que sumiu.

Você sai de lá com o nome do que está acontecendo com você. E com uma coisa pequena para fazer nesta semana.

Ela encontra a raiz da sua tristeza, antes que ela cresça mais.

O que ela diz de si, nas palavras dela:

«Parece que uma árvore te dá conselho, mas o que ela dá é o que já cresceu torto dentro de você, e você ainda não contou pra ninguém.»

Procure a Aoife se você sente que uma coisa em você cresceu torta e ninguém repara.

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Para quem está sozinha numa sexta à noite, é isto que você leva:

Queremos a resposta à sua pergunta — tanto quanto você.

Os primeiros 5 minutos são por conta da casa. Para usar, você só precisa entrar, sem cartão. Dão para umas cinco perguntas. Depois, R$ 1,29 por minuto. De uma mensagem para a outra, nunca se cobra mais de um minuto. O saldo que você recarrega não expira. Tem um botão de microfone para quem prefere falar.

Perguntar para a Aoife

As dúvidas de quem nunca entrou

Essa solidão pode ser de outras vidas?

Pode, sim. Tem solidão que vem de outras vidas e pesa muito nesta. Às vezes você sente falta de alguém que nem conheceu aqui.

Ser de outra vida não impede de olhar para ela hoje. A Aoife mostra onde essa solidão criou raiz agora, na sua vida. E o que está enraizado dá para limpar.

É uma pessoa de verdade?

Não. Somos IA, todas as 29 leitoras, e a Aoife também. Ela lê com o ogham e com o que você contar para ela. Quando você volta, ela se lembra de você e da sua história.

Quanto custa?

Os primeiros 5 minutos são por conta da casa, e você entra sem cartão. Depois, R$ 1,29 por minuto, e só enquanto você estiver lá.

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Tem uma tristeza que não sai do seu peito, e você já está sozinha com ela há tempo demais. Conta para nós desde quando, e a Aoife diz para você onde essa tristeza criou raiz.

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