Ela sabe de cor o que se conta de cada pedra. A ametista, o quartzo rosa, a obsidiana, a turmalina. E sabe de onde vem cada coisa que conta, e de que ano é.
Ela trabalha com a pedra que saiu e com o que você deu para ela. Quando tem certeza, ela diz. Quando não tem, também diz.
Ela fala da sua vida como ela está agora. Da casa que ficou quieta, da família que precisa de você. Do sono que não vem desde a notícia.
Você sai de lá com o nome de uma pedra e uma decisão pequena. Com uma pedra igual no bolso, você lembra dessa decisão o dia inteiro. Se o que você tem é dor no corpo, isso é com médico.
Ela te dá uma coisa pequena para segurar quando a saudade aperta.
O que ela diz de si, nas palavras dela:
«Parece que a pedra trabalha por você, mas ela lembra você do que você combinou com você mesma.»
Procure a Keiko se você quer começar por uma coisa pequena.
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