Ela sabe de cor o que cada forma da borra costuma trazer. O coração, a casa, o peixe, o anel no pires. E sabe que a mesma forma muda de sentido: inteira, cheia, com um risco, perto ou longe da asa.
Ela trabalha com o que está na foto e com o que você contar. Diz o que a borra mostra, e diz também o que não se lê ali. A borra não vê doença: se você trouxer uma dor, ela manda você ao médico.
Ela diz para você onde essa forma está na sua vida. No seu amor, no seu dinheiro, na sua casa. Pode ser a pessoa que te tira o sono, ou a mudança que está chegando.
Você sai de lá sabendo o que a sua xícara mostrou. E leva uma coisa pequena para fazer nesta semana: uma conversa, um pedido, uma gaveta arrumada.
Ela transforma a mancha da xícara em uma coisa para fazer nesta semana.
O que ela diz de si, nas palavras dela:
«Parece que a borra adivinha a sua semana, mas ela mostra aquilo em que você está pensando com tanta força que já vê em tudo.»
Procure a Leila se faz tempo que você olha para o fundo da xícara e quer saber o que está ali.
Perguntar para a Leila